A APPLE MANDOU IPHONE18 PROS INFLUENCIADORES BR???

Pedro Lobato
Pedro Lobato
Se você viu dezenas de criadores mostrando a caixa do novo iPhone no Instagram na última semana, você presenciou uma das aulas mais avançadas de engenharia de vendas do mundo.

Como assim?

A Apple é uma empresa de trilhões de dólares. Ela não depende de publicação de influenciador pra fechar o trimestre no positivo.

Só que o mercado de alto nível não roda na lógica da dependência, roda na lógica de domínio de narrativa.

A Apple começou a desenhar essa estrutura no Brasil em 2015, no lançamento do iPhone 6s e da abertura da loja de São Paulo.

Enquanto a concorrência saía distribuindo aparelhos para centenas de perfis em troca de posts genéricos, a Apple criou um ecossistema fechado de escassez.

Genial, né?

Ela não paga cachê tradicional para grande parte dessas ações. O produto em si vira a moeda de troca.

Quando o consumidor liga a tela do celular e vê cinco pessoas que ele admira usando o mesmo modelo no mesmo dia, o cérebro não identifica aquilo como publicidade. O cérebro processa como confirmação social de topo de pirâmide. O desejo de compra é instalado sem a necessidade de uma oferta agressiva. É a conversão invisível.

Mas calma que ainda não chegou a melhor parte.

Esse selo de aprovação da Apple vale tanto no mercado que gerou um efeito colateral bizarro na economia dos criadores.

Muitos influenciadores compram o aparelho do próprio bolso no primeiro dia, gravam o unboxing em tom de mistério e deixam no ar a ideia de que “receberam da marca”.

Por que alguém faz isso?

Porque no mercado de influência, a percepção de acesso direto à Apple infla o valor do passe do criador. Ele usa essa ilusão de prestígio para cobrar cachês três vezes mais altos de outras empresas no dia seguinte. O produto da Apple vira um ativo de alavancagem de autoridade.

Se os influenciadores brasileiros realmente receberam os aparelhos da Apple eu não sei, mas o que eu sei é que quem domina a percepção do mercado, domina o preço e a margem de lucro.

E para entender o jogo de negócios por trás das maiores marcas do mundo, se inscreva no perfil.
Show more